Street Food América Latina apresenta Salvador na Netflix

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Esta resenha do Street Food América Latina é especial, pois apresenta com muito carinho e respeito a cultura africana em nossa maneira de ser, principalmente na culinária. Por isso, veremos alguns soteropolitanos que representaram muito bem nossa cidade nesta série que inclui os seguintes países: Argentina, México, Peru, Colômbia e Bolívia.

Tereza Paim

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Quem abre a narrativa gastronômica é a chef Tereza Paim que destaca a forte ligação da comida de rua soteropolitana com a cultura africana. Além de receber prêmios internacionais, Tereza elevou a culinária local sem deixar de lado as origens da comida baiana, isto é evidente em seu restaurante Casa de Tereza.

Em seguida, Tereza Paim dá espaço para outra celebridade da comida soteropolitana, Dona Suzana.

Street Food – Dona Suzana – moqueca de peixe

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Dona Suzana é a simplicidade em pessoa que lembra muito o jeito tímido da minha mãe, que embora tenha a arte de cozinhar muito bem, revela uma personalidade humilde e ama receber as pessoas com afeto.

Se a vontade de conhecer o RéRestaurante bater, confira o post do As Melhores Coisas de Salvador. Mas adianto, que a localização é outro destaque da narrativa, pois o RéRestaurante fica na comunidade do Solar do Unhão, ao lado do MAM (Museu de Arte Moderna da Bahia) e um almoço em Dona Suzana rende um passeio pra tarde toda.

Leia mais emPasseios alternativos em Salvador

Street Food – Martinha – pirão de aipim na praia

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Visto que as mulheres dominam a série, surge a Martinha do Abará que faz ecoar pela praia do Porto da Barra, a bravura das mulheres negras soteropolitanas que superam seus desafios e conseguem o sustento da família fazendo o que gosta. Neste caso, o ganha pão é o abará e o pirão (até rimou rsrs) que recebem aprovação dos clientes. Além disso, concordo com a Martinha quando diz: “Eu sou alegre. Eu gosto de dar risada. Eu falo alto mermo.” (rsrs)

Baia – acarajé

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Outra mulher que aparece no Street Food América Latina é a Cláudia Bárbara que de maneira carismática e natural usou a expressão “a gente somos”. Deste modo, o episódio ressalta a autenticidade do nosso povo e da nossa culinária, que apenas se apresenta como de fato é, pura tradição.

Bar dú Kabaça – feijoada no Candeal

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Por fim, babamos na feijoada do Bar dú Kabaça que além de capoeirista cozinha muito bem. De um lado, temos a capoeira que foi por muito tempo proibida e criminalizada. De outro, a feijoada que ficou livre em Salvador para ser modificada e ganhar um toque africano e hoje é comida predileta para o fim de semana. Aliás, eu diria que seria comida obrigatória, meu pai, por exemplo, não vive sem feijão (rsrs).

Visto que a comida de rua em Salvador é diversificada, há várias referências a serem abordadas. Mas neste episódio, alguns aspectos religiosos de certos pratos apresentados foram pontuados pelo antropólogo Vilson Santos.

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Street Food América Latina – Salvador

Engraçado, que enquanto assisti ao Street Food Ásia (que é excelente e recomendo) já comecei a mudar a maneira de ver a comida de rua aqui de Salvador e imaginei como seria bacana termos uma série com participação da nossa cidade. E daí, pah! Que maravilha!

Portanto, a série realça o que há de melhor na culinária local e valoriza aqueles que mantem os saberes e tradições como fonte do seu sustento mesmo enfrentando dificuldades, e ao mesmo tempo, oferecem ao público uma comida afetiva carregada de boas energias.

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